
Motoqueiros no Rio vermelho: cresce número de acidentes
Abril 15, 2008Motociclistas na via do perigo
salvador
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Sobe o número de acidentes envolvendo motociclistas no transito de Salvador, em especial no bairro do Rio vermelho, onde o fluxo de motoboys é intenso. |
Segundo a (SET) Superintendência de Engenharia de Tráfego, ocorrem 21 casos por semana equivalentes a três por dia e dentre eles o bairro em citado ocupa a posição de segundo, seguido de paralela como o primeiro, Paralelo a isso cresce a quantidade de motos circulando na capital baiana.
Basta observar como os motoboys dirigem entre os automóveis nos corredores do transito para se ter uma idéia do risco que correm. De um lado são jovens com menos de 20 anos submetidos a condições de trabalho absurdas que ganham por corrida que fazem e que têm de cumprir prazos e horários rígidos. De outro, são jovens interessados num esporte radical que libere muita adrenalina.
As autoridades de transito devem estar conscientes do problema, mas há certa pressão para manter essa atividade profissional num país em que arranjar emprego esta cada vez mais difícil. No entanto, as perdas humanas e os custos sociais são bastantes altos. Em geral, as empresas não registram esses funcionários que trabalham como autônomos, não tem seguro saúde e vão arriscar uma vaga nos hospitais públicos em caso de acidentes e de lá saem, muitas vezes, com seqüelas permanentes.
A doutora Julia Greve, médica fisiatra que trabalha no setor de ortopedia e traumatologia do hospital do São Rafael em entrevista diz que as pernas costumam ser a região mais comprometida em acidentes de moto, principalmente a tíbia, osso muito exposto e desprotegido. Não importa como tenha ocorrido o acidente, o motoqueiro sempre cai da moto. Muitas vezes é lançado longe e sofre lesões graves com perda de pele que infeccionam e demandam longo tempo de tratamento ou até mesmo a amputação do membro.

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